Orçamentos e Controlo na Empresa

120,00

Informações Gerais

Regime: Presencial
Duração: 8 Horas
Data: 2 e 3 de Março 2018
Horário:
Sexta-feira das 18h00 às 22h00
Sábado das 9h00 às 13h00
Local: Porto
Inscrições até: 26 Fevereiro 2018
Nº Vagas:  12 – 20
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Promoção “Revele a Amizade”
Cupão de desconto: desafionagestao

Nota:  A promoção “Revele a Amizade” só é válida quando finalizada a inscrição por ambos os amigos. Cada amigo tem que efectivar a sua inscrição individualmente e utilizar o cupão: desafionagestao, de forma a obter o desconto. Nas “notas”, por favor, indique o nome do “amigo” com quem vai fazer a inscrição.–>

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Descrição

Existe a ideia, bastante legítima, de que a construção de previsões está associada a processo difícil e marcado por alto grau de imprevisibilidade – alguém comentava, em tom irónico, que é difícil fazer previsões…especialmente de coisas que ainda não aconteceram…
Na verdade, orçamentar tem a ver com a atribuição de medida monetária a factos futuros – e assim se orçamenta a reparação de um electrodoméstico ou de uma viatura, o fim de semana planeado, a actividade de exploração de uma empresa, o funcionamento dos serviços do Estado… e em qualquer um destes casos, a previsão de efeitos monetários é crucial, está no centro de todos os trabalhos de análise. Não raras vezes, o esforço de prever é aumentado pela circunstância de os factos determinantes da evolução de um dado factor serem mais condicionados por variáveis exógenas, que caem fora dos poderes dos decisores sobre as suas consequências. Este facto, aparentemente, mais contribuiria para pôr em causa a importância de construir orçamentos…a adicionar à própria oscilação e mutabilidade permanente dos próprios factores exógenos!…
No contexto desta acção formativa, o centro das atenções será, obviamente, o Orçamento da Empresa, e a sua relevância como instrumento de gestão e planeamento.
Mas a dúvida subsiste – e a exogeneidade de muitos dos factores mais relevantes? E a instabilidade da conjuntura e mercados? Para quê orçamentar, se o exercício é sistematicamente votado à falha, ao erro das estimativas…servem então estas para quê?
Esta é a ideia do senso comum que mais se procurará combater nesta acção formativa. Ainda que assente fundamentalmente na componente prática, a pertinência do trabalho a desenvolver incidirá no reforço da seguinte ideia – o detalhe do estudo e análises, a parceria entre todos os envolvidos, a cumplicidade de toda a organização em torno dos propósitos estratégicos assumidos por todos os seus membros traduzem-se num trabalho colectivo que, mais que pelo seu resultado, vale pelo seu processo. E a relevância desse trabalho é inquestionável: mais bem se conhece aquilo que se estuda com mais profundidade. O conhecimento melhorado será o factor decisivo para a melhoria da organização das funções da empresa, da racionalização da afectação dos meios, da melhoria do seu desempenho, do reforço da sua competitividade.

No final da formação, os participantes deverão ser capazes de:

  • Aprender a relevância da Gestão Previsional / Orçamental como um dos sistemas de informação relevantes para a gestão das organizações empresariais;
  • Enquadrar a Gestão Previsional / Orçamental no horizonte do planeamento estratégico da empresa;
  • Apreender as condicionantes ditadas pela evolução patrimonial;
  • Conhecer o enquadramento funcional da Função de Controler;
  • Conhecer as fases do processo orçamental numa empresa e o seu carácter integracionista na organização;
  • Apreender a lógica, dentro da Função Controlo, da articulação do orçamento com os sistemas de informação contabilística e das suas limitações;
  • Perceber o desenvolvimento de sistemas de informação complementares.

1. Prévia análise da informação contabilística:

1.1. O Sistema de Informação Contabilística “Contabilidade Geral”
1.1.1. Objectivos e princípios reguladores da Contabilidade Geral
1.1.2. Mapas de síntese – o Balanço, a Demonstração de Resultados
1.1.3. Identificação e caracterização dos agregados de contas

1.2. Outros Sistemas de Informação Contabilística – a “Contabilidade Analítica
1.2.1. Objectivos e princípios reguladores da Contabilidade Analítica
1.2.2. Contabilidade Analítica e Contabilidade Geral
1.2.3. Resultados por Funções

1.3. Análise do equilíbrio patrimonial – nas perspectivas financeira e económica
1.3.1.Conceitos nucleares – Liquidez, Solvabilidade, Rendibilidade, Fundo de Maneio, Fundo de Maneio Necessário, etc
1.3.2. Mapas para análise do equilíbrio patrimonial – Origens e Aplicações de Fundos, Fluxos de Caixa
1.3.3. Análise de Rácios; os indicadores extra-contabilísticos
1.3.4. Correcção dos efeitos da inflação
1.4. Casos práticos

 

2. Gestão Orçamental:

2.1. Planificação e Gestão – Plano e Orçamento – o Orçamento como instrumento de validação da estratégia da Empresa
2.2. Enquadramento da função orçamental nas Organizações – o Controlador de Gestão
2.3. Técnica de construção de orçamentos – a Sequência Orçamental
2.4. Controlo Orçamental – caracterização
2.5. Limitações do Controlo Orçamental – a construção de indicadores complementares para a avaliação do desempenho
2.6. Diferentes situações que justificam a construção de orçamentos na Empresa
2.7. Casos práticos

Eduardo CarvalhoEduardo Carvalho

Licenciado em Economia, Pós graduado em Estudos Europeus e MBA, tem desenvolvido actividade profissional em várias organizações públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro, nas áreas financeira, sistemas de informação contabilística e de controlo de gestão. Em paralelo, regista 31 anos de docência no ensino superior e actividade formativa em várias instituições, em vários países.

    O presente curso destina-se a quadros médios das organizações que disponham de conhecimentos nas áreas contabilística e financeira e que pretendam reciclá-los, a outros quadros médios que lidem quotidianamente nestas áreas sem dispor destes conhecimentos, a profissionais de outras áreas para quem a iniciação nestas áreas possa revestir-se de interesse, ou venha a tornar-se adequada, e a outros interessados na obtenção desta formação.